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  • Frantz Soares

José Luiz do Amaral

José Luiz do Amaral

Março de 1988




Frantz não é um pintor de brilhos alegre e de traço suave e satisfeito, as poucas cores de que lança mão vibram com a densidade dos tons baixos e profundos, contundentes e agressivas. Contentação e economia de recursos são parte essencial de seu processo que se desenvolve como um obsessivo jogo de construção em que as mesmas formas são constantemente retomadas e repensadas.


Leonardo da Vinci aconselhava seus discípulos a que aprendessem a encontrar nos “muros recobertos de manchas” tudo o que a sua imaginação permitisse: “com esses muros e essas pedras dá-se o mesmo que com o som dos sinos em cujo toque encontramos todos os nomes e palavras imagináveis”, lembrava o renascentista. Frantz iniciou seu percurso atento aos muros da cidade. E neles encontrou não apenas as sugestões possibilitadas pelas marcas do tempo, mas o trabalho da mão que registra seus anseios. Palavras, desenhos, traços de spray dos grafiteiros, marcas da insatisfação e da esperança que dilaceram o homem urbano de nossos dias.

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